Capítulo III – O Adurente.

Branca descobriu na bebida um amigo e no cigarro um aliado. Suas noites à caça de alguém que a usasse ficavam cada vez mais longas, geralmente regadas a um litro de vodca gelada, que a deixava mais desinibida, e a uma carteira de cigarros, que, a cada tragada, a fazia relaxar e ter a certeza de que estava fazendo a coisa certa. Era sexta-feira, não chovia, e ela decidiu sair de casa. Ver gente.

Foi ao Engarrafamento, pois ouvira falar que o ambiente era bom e tinha gente divertida. Chegou lá e não viu ninguém que despertasse sua libido. Dirigiu-se ao balcão, puxou uma cadeira alta, espalhou na sua frente um celular LG Prada, duas carteiras de Camel, uma lacrada e uma com dois cigarros a menos, e um isqueiro Zippo de ouro, com as iniciais PP cravejadas de diamantes – um dos únicos dez que foram feitos por Pietro Palozzo, que lhe enviou como presente –, nessas iniciais ela via Patrícia Puta, não o nome do artista.

Pediu um litro de Absolut Vodca, acendeu um cigarro, e começou a beber de costas para o salão. Eram nove da noite, o bar ainda não estava cheio e tinha pouco barulho. Mas não importava. Ela assistia ao DVD da Madonna que passava na TV de plasma, sem som.

O burburinho no bar ia aumentando, a embriagues também. Uma hora depois o lugar já estava lotado, com gente esbarrando em suas costas a cada minuto. Ela gostava desse incômodo, relacionava isso aos movimentos que seu irmão fazia quando a comia. Faltando cerca de quatro doses para acabar seu litro, Branca pulou da cadeira com um cigarro numa mão e o copo na outra, e começou a dançar ao som de Man! I Feel Like a Woman! de Shania Twain. Seu vestido era vermelho de costas nuas. Curto e colado ao corpo, com um decote que quase mostrava o piercing no seu umbigo, chamando a atenção de todos, que a notaram somente naquele momento. A despeito do seu corpaço, fazia movimentos suaves. Cada rebolado que ela dava era um queixo que caía.

Acabou a música, acabou o show. Alguns aplaudiram, assobiaram e outros levaram tapas das namoradas. Branca sorriu, com uma cara de satisfação, pagou sua conta, pegou a garrafa com um resto de bebida e voltou pra casa.

Chegou feliz, desequilibrada e derrubou um abajur que ficava ao lado da porta, numa mesinha. Tirou os sapatos e foi direto para o computador. Viu que mais gente a tinha adicionado no Orkut. Ela riu alto. Pegou seu vibrador e um consolo de 25cm, sua câmera digital Canon S5IS e foi pra cama.

Deitada na cama, ouvindo o barulho mínimo que seu ar-condicionado split fazia, abriu as pernas e começou a se tocar, por cima do vestido e da calcinha mínima que usava, que já estava molhada pelo erotismo da dança. Branca começou a tocar seus seios e a tirar fotos. Suas unhas compridas faziam cócegas quando passava por dentro das coxas.

Continua…?

Publicado em: on 3 Novembro 2007 at 4:31 am Comentários (7)
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7 Comentários Leave a comment.

  1. Tirando o detalhe de “Man, I feel like a woman” (iu!), o resto tá muito, muito, muito bom e PRECISA continuar! Não é por nada não, mas acho que tem muito homem com ódio de você! hahahaha
    Beijos,
    Ju.

  2. Que putaria é essa!
    Mais respeito, meu filho!

  3. :o

    acho q conheço uma patty!

  4. como sempre está otimo! espero ver as novas publicações logo!

  5. Zehhhhhhhhhhhhhhhhhhh
    Avante meu filho!

  6. Éééééé rapaz…
    Bem que tu disse mesmo que tava pegando pesado com a Patrícia….rs
    Fico como imaginando como ela vai acabar, coitada…
    Dá um final feliz pra ela, por gentileza?
    ahuahuaha

    Beijão!
    Fica na paz!
    :)

    http://tobecontinueed.wordpress.com

  7. Até agora, minha parte favorita! Paty deixou de ser paty, e encarou outra vida, deixando se levar por ela. Erotismo? Não. Pitadas de sensualidade…


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